Curiosidades

Datação por Carbono 14

Olá pessoal, hoje, precisamente, o Blog está completando 1 mês de existência e estou muito feliz com a quantidade de visitas que eu recebi nesse período. Gostaria de dizer que a opinião de vocês sempre serão importantes, portanto não hesitem em deixar recados, todos serão lidos e respondidos conforme necessidade.

Antes de iniciar o post de hoje, gostaria de informar que na próxima segunda estarei fazendo um especial de 4 semanas sobre o café, toda segunda estarei colocando informações importantes para elucidar as frequentes dúvidas sobre os benefícios e malefícios do café, fiquem de olho. E Agora vamos para o nosso post de hoje

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Quantas vezes nós vemos reportagens na televisão onde um grupo de arqueólogos encontrou uma múmia que viveu a mais de 5 000 anos, ou um fragmento de artesanato em madeira com 7 000 anos, muitas não é? E quantos vezes nos perguntamos como eles conseguem determinar isso. Eu sei que eu me perguntei diversas vezes.

Agora, muitos de nós já ouvimos falar sobre datação por Carbono 14 não é. Só que alguém sabe como funciona isso? Eu conheço pessoas que dizem que não é possível eles saberem isso. Portanto, hoje, vou explicar como funciona a datação por carbono 14.

A datação por carbono 14 é uma maneira de determinar a idade de certos artefatos arqueológicos de origem biológica com até 50 mil anos. Ela é usada para datar objetos como ossos, tecidos, madeira e fibras de plantas usados em atividades humanas no passado relativamente recente.

Como é criado o Carbono 14

O Sol emite radiação cósmica em forma de raios cósmicos que entram na atmosfera em grandes quantidades. Para dar uma ideia, cada pessoa é atingida por cerca de 500 000 raios cósmicos no período de uma hora. Com tantos raios entrando na atmosfera não é difícil supor que um raio cósmico pode colidir com um outro átomo da atmosfera, essa colisão vai formar um raio cósmico secundário na forma de um neutron energizado, estes, por sua vez, podem colidir com um átomo de Nitrogênio, formando assim o carbono 14. O carbono 14 é radioativo e tem meia vida (Nos processos radioativos meia-vida ou período de semidesintegração de um radioisótopo é o tempo necessário para desintegrar a metade da massa deste isótopo, que pode ocorrer em segundos ou em bilhões de anos, dependendo do grau de instabilidade do radioisótopo. Ou seja, se tivermos 100kg de um material, cuja meia-vida é de 100 anos; depois desses 100 anos, teremos 50kg deste material. Mais 100 anos e teremos 25kg e assim sucessivamente). Veja a imagem abaixo:

Formação e Absorção do Carbono 14 (Fonte: HowStuffWorks)

Formação e decaimento do Carbono 14

Quando o Carbono 14 reage com o oxigênio da atmosfera, forma dióxido de carbono que é absorvido pelas plantas no processo de fotossíntese. Os animais e humanos se alimentam com plantas, absorvendo, assim o carbono 14 para seu organismo.

A relação de carbono normal (carbono 12) pela de carbono 14 no ar e em todos os seres vivos mantém-se constante durante quase todo o tempo. Talvez um em cada trilhão de átomos de carbono seja um átomo de carbono 14. Os átomos de carbono 14 estão sempre decaindo, mas são substituídos por novos átomos de carbono 14, sempre em uma taxa constante. Nesse momento, seu corpo tem uma certa porcentagem de átomos de carbono 14 nele, e todas as plantas e animais vivos têm a mesma porcentagem que você.

Como datar um fóssil

Quando um ser vivo morre, ele para de absorver novos átomos de carbono, no momento da morte, a relação entre carbono 12 e carbono 14 é a mesma dos seres vivos porém o carbono 14 continua decaindo sem ser reposto. Ao olhar a relação entre carbono 12 e carbono 14 na amostra e compará-la com a relação em um ser vivo, é possível determinar a idade de algo que viveu em tempos passados de forma bastante precisa.

A fórmula para calcular a idade de um objeto é a seguinte:

t = [ ln (Nf/No) / (-0,693) ] x t1/2

Onde ln é o logaritmo neperiano, Nf/No é a porcentagem de carbono 14 na amostra em comparação ao tecido vivo e t1/2 a meia vida do carbono 14 (5700 anos).

Para exemplo de cálculo, vamos supor que existe um fóssil com 10% de carbono 14 em comparação a uma amostra viva. o Cálculo se desenvolveria da seguinte maneira:

t = [ln (0,10)/(-0,693)] x 5.700 anos

t = [(-2,303)/(-0,693)] x 5.700 anos

t = [3,323] x 5.700 anos

t = 18.940 anos de idade

Como a meia-vida do carbono 14 é de 5.700 anos, ela só é confiável para datar objetos de até 60 mil anos. No entanto, o princípio usado na datação por carbono 14 também se aplica a outros isótopos. O potássio 40 é outro elemento radioativo encontrado naturalmente em seu corpo e tem meia-vida de 1,3 bilhão de anos. Além dele, outros radioisótopos úteis para a datação radioativa incluem o urânio 235 (meia-vida = 704 milhões de anos), urânio 238 (meia-vida = 4,5 bilhões de anos), tório 232 (meia-vida = 14 bilhões de anos) e o rubídio 87 (meia-vida = 49 bilhões de anos).

O uso de radioisótopos diferentes permite que a datação de amostras biológicas e geológicas seja feita com um alto grau de precisão. No entanto, a datação por radioisótopos pode não funcionar tão bem no futuro. Qualquer coisa que tenha morrido após os anos 40, quando bombas nucleares, reatores nucleares e testes nucleares em céu aberto começaram a causar mudanças, será mais difícil de se datar com precisão.

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Fonte: HowStuffWorks

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