Curiosidades

Eclipse Lunar da Total visível do Brasil

Essa semana realmente está bem complicada para eu postar mais cedo, mas vou manter sempre atualizado, no horário que for. Hoje eu vou sair do meu padrão de postagem e vou postar uma curiosidade em cima de uma notícia. Espero que gostem!!!

Nesta quarta-feira, dia 15/06/2011 ocorrerá o único eclipse lunar total de 2011, e, melhor ainda, será visível do Brasil. Na verdade o eclipse ocorrerá conforme a tabela abaixo:

Evento
Horário de Brasília
15 de junho de 2011
Condições de observação no Brasil
Entrada da Lua na Penumbra
14:24
Não visível
Início do Eclipse Parcial
15:22
Não visível
Início do Eclipse Total
16:22
Não visível
Máximo do eclipse
17:12
Fim do Eclipse Total
18:02
Visível na regiões nordeste, sudeste e sul
Fim do Eclipse Parcial
19:02
Visível em todo o Brasil
Saída da Lua na Penumbra
20:00
Visível em todo o Brasil

Fiquem de olho para o céu para não perder esse evento, infelizmente, como o eclipse vai ocorrer muito cedo, não vai dar para ver toda a sua magnitude, mas vai ser muito bonito. Mas como funciona um eclipse Lunar? Vamos ver detalhadamente.

O eclipse lunar é bastante simples na verdade. Basicamente a sombra de Terra bloqueia a maior parte da luz solar impedindo que essa ilumine diretamente a superfície lunar, total ou parcialmente.

A Terra gera duas sombras em forma de cone. A umbra é a sombra central,mais escura; a externa, mais difusa, é conhecida como penumbra. A penumbra envolve a umbra. Ambos os cones são projetados por trás do lado do planeta que o sol ilumina. Consequentemente, eclipses lunares só podem ocorrer durante a fase da Lua cheia (quando a Lua e o sol estão em lados opostos da Terra). Por sua vez, eclipses solares só podem ocorrer na fase da Lua Nova (quando a Lua se interpõe entre o Sol e a Terra).

Existem três tipos de eclipses lunares. Os eclipses lunares penumbraissão difíceis de observar e ocorrem quando a Lua roça ou atravessa apenas a área de penumbra. Os eclipses lunares parciais acontecem quando uma parte da Lua é obscurecida pela umbra. A Lua só entra completamente na região da umbra em caso de eclipse lunar total.


Curiosidade:

Em 1504, Cristóvão Colombo usou um truque sujo contra povos nativos da Jamaica. Usou seu conhecimento sobre um eclipse lunar iminente – que constava de um almanaque – para assustá-los e levá-los a fornecer provisões para sua tripulação que naufragara na ilha. Colombo fingiu que seu Deus estava zangado  diante da falta de cooperação dos nativos, e que isso havia causado o dramático “desaparecimento” da Lua. Tão logo os nativos, em pânico, trouxeram comida e suprimentos, Deus os “perdoou” e a Lua voltou ao normal


O tempo que a Lua passa envolvida pela umbra é conhecido comototalidade. Caso você ouça alguém se referindo à duração da totalidade de um eclipse lunar, a pessoa estará se referindo à porção intermediária do evento mais amplo. “Totalidade” não inclui o tempo passado dos dois lados da umbra quando a Lua está avançando pelas fases de eclipse de penumbra e eclipse parcial. A duração da totalidade pode variar de 20 a 100 minutos.

Existem muitas interações dinâmicas em curso quando a sombria Terra eclipsa sua companheira celeste. A cor e o brilho da Lua durante um eclipse lunar variam de acordo com as condições atmosféricas de nosso planeta.

Não escapa luz do Sol alguma; o volume da Terra a bloqueia e impede que brilhe na umbra. Mas partículas atmosféricas terrestres, tais como cinzas vulcânicas, poeira e vapor de água, causam refração na luz e a enviam em direção à Lua. Essa luz refratada, indireta, surge na banda vermelha do espectro, e é por isso que a Lua muitas vezes emite um tom entre marrom profundo e laranja brilhante.

O trabalho do astrônomo francês André Danjon nos propiciou o instrumento que conhecemos como Escala de Danjon, uma forma de classificar a luminosidade lunar durante um eclipse.

  • L=0: Eclipses com esse nível de luminosidade são tipicamente muito escuros. É difícil identificar a Lua no céu. A atmosfera terrestre contém pesada densidade de partículas, nesse extremo da escala.
  • L=1: Esses eclipses também são escuros, mas a Lua pode surgir com bordas marrons ou cinzentas, bem escuras. Torna-se difícil identificar os traços marcantes da Lua.
  • L=2: A Lua surge com tom de vermelho profundo, ou ferrugem. A umbra central é escura, mas pode mostrar traços mais claros nas bordas.
  • L=3: Esse nível de luminosidade se caracteriza por uma Lua vermelho-tijolo, com um brilho perceptível, possivelmente amarelado, nos limites da umbra.
  • L=4: Eclipses nesse extremo da escala exibem uma cor vermelho cobre ou alaranjada. As bordas da umbra são muito brilhantes, com um tom de azul. Os eclipses desse nível surgem em situações de baixa densidade atmosférica.

Os eclipses lunares não são frequentes. Em média, acontecem até três vezes por ano (ainda que um ano com três seja raro). Cerca de um terço das ocorrências são os eclipses de penumbra, quase imperceptíveis. Os eclipses lunares parciais acontecem em cerca de um terço das ocasiões, e merecem observação. O terço restante envolve eclipses lunares totais, que atraem multidões de espectadores e astrofotógrafos fascinados.

Um eclipse lunar é visível de qualquer ponto do planeta em que seja noite (em horários variados ao longo da noite), e tem aparência razoavelmente uniforme para pessoas de uma mesma região. A duração do eclipse depende do tipo de eclipse e de que parte da sombra terrestre a Lua está atravessando. Os mais longos eclipses lunares duram algumas horas, do começo ao fim.

Eu vou tentar ver do trabalho, espero que vocês curtam o eclipse tanto quanto eu curtiria!

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