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Será que vamos ter uma pequena Era o Gelo?

Eu queria tanto ter visto o eclipse lunar, mas a porcaria do céu tinha que ficar encoberto justo hoje, é uma pena, quem sabe no próximo, sei lá quando. Vamos ver.

Máximo SolarEstá mais do que óbvio que o Sol não tem se comportado normalmente esse anos. Geralmente o ciclo solar varia sempre próximo de 11 anos, seu próximo pico de máxima energia está previsto para ocorrer em 2013, após essa data, começa um declínio gradual.

Porém, desde 2007, parece que o aumento de energia cessou, essa semana, astrônomos apresentaram dados de que o sol ainda não está reagindo. Isso significa que, ao invés de termos um pico solar em 2013, pode ser que não vejamos um por um bom tempo. Ao invés disso, o sol pode entrar em uma calmaria prolongada, durando várias décadas.

Os sinais apontados pelos astrônomos incluem: rajadas faltando, pontos desvanecendo e atividade solar mais lentas nos pólos, dizem os especialistas do National Solar Observatory (NSO) e Air Force Research Laboratory.

“Isso é muito incomum e inesperado,” Diz Frank Hill, diretor associado Solar Synoptic Network do NSO , durante a apresentação dos três estudos no encontro anual do American Astronomical Society’s Solar Physics Division em Las Cruces, New Mexico.

“Porém, o fato das três diferentes análises do Sol para m mesmo ponto, é um forte indício de que o ciclo solar possa entrar em hibernação”.

A Atividade solar tende a aumentar e diminuir a cada, aproximadamente, 11 anos. O máximo solar e mínimo solar marcam cerca de metade do intervalo da inversão do pólo magnético solar cada um, o que acontece a cada 22 anos, aproximadamente.

Hill diz que o ciclo atual, de número 24, “pode ser o último ciclo normal por algum tempo, e o próximo ciclo, de número 25, pode nem vir a acontecer por algum tempo”

“Isso é importante porque os ciclos solares causam o clima espacial, o qual afeta a tecnologia moderna e pode contribuir para mudanças climáticas”, afirma Hill.

Especialistas estão cogitando a possibilidade de que esse período de inatividade possa ser um segundo “Maunder Mínimum”, que foi um período de 70 anos o qual praticamente nenhuma mancha solar foi observada, entre 1645 e 1715, um período conhecido como “Pequena era do Gelo”.

“Se nós estivermos certos, essa pode ser o último máximo solar que nós veremos por décadas. Isso pode afetar tudo, de exploração espacial ao clima da Terra.” Diz Hill.

Erupções e explosões solares podem enviar partículas altamente carregadas em direção à Terra e interferir com comunicação via satélite, sistemas de GPS e, até mesmo, controle aéreo

Forças geomagnéticas tem sido conhecidas por, ocasionalmente, causar defeitos nos artefatos modernos ao redor do mundo e avisos foram emitidos recentemente, na semana passada, quando uma explosão solar moderada enviou uma grande quantidade de massa coronal em direção a terra.

A mudança de temperatura associada com qualquer redução nas atividades das manchas solares possivelmente será mínima, e pode não ser o suficiente para compensar o impacto dos gases do efeito estufo causadores do aquecimento global, de acordo com cientistas que publicaram artigos recentes sobre o assunto.

“Os ciclos solares de 11 anos recentes estão associados, empiricamente, com mudanças na temperatura da superfície terrestre na ordem de 0,1ºC” diz Judith Lean, uma Física Solar do US Naval Research Laboratory.

Se o ciclo solar parar ou diminuir, a pequena flutuação de temperatura faria o mesmo, eliminando o pequeno efeito de resfriamento de um mínimo solar comparado que o máximo solar um pouco mais quente. Esse fenômeno já foi testemunhado durante a fase descendente do último ciclo solar.

Um estudo realizado em Março de 2010 assunto do Geophysical Research Letters explorou quais efeitos um mínimo solar estendido poderia causar, e descobriu que não seria superior a uma queda de 0,3ºC até 2100, comparado às flutuações solares normais.

“Uma nova atividade solar mínima do estilo da Maunder não pode compensar o aquecimento global causado pela emissão de gases do efeito estufa” escreveu os autores Georg Feulner e Stefan Rahmstorf, considerando que as previsões do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas descobriram uma faixa de aumento de 3,7ºC a 4,5ºC até o fim desse século, em comparação à segunda metade do século 20.

“Além disso, qualquer compensação do aquecimento global devido a um grande mínimo solar seria apenas temporário, tendo em vista que os mínimos solares distintos durante o último milênio duraram apenas várias décadas ou um século no máximo.”

Para quem gosta de frio, está na hora de pegar o casaquinho e se preparar para o inverno!!!

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Fontes: ABC Science, New Scientst e Telegraph

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