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[Especial] Café. Mitos e Verdades. (Parte 3)

Olá, como vocês bem sabem, hoje é segunda e é dia do especial do mês de junho sobre o café. Já estamos na parte 3 e vou falar hoje do açúcar sanguíneo e da cafeína na corrente sanguínea. Para você que perdeu as partes anteriores, clique na parte que quer ler: Parte 1 ou Parte 2. Boa leitura!

Açúcar sanguíneo

A pesquisadora Chu da Kraft Foods tem enorme interesse em como o café poderia ajudar a prevenir o diabetes. Nos experimentos in vitro de células de gordura humana, o café dobro os níveis de glucose no sangue. Mas ainda não está claro quais dos compostos do café induzem as células a receberem mais glucose. Chu eliminou a cafeína, que não teve efeito nenhuma em células de gordura quando aplicadas sozinhas, e as concentrações de ACG não parecem ter relação com os níveis de estímulos celulares. Identificar quais compostos estimulam o aumento da glucose e determinar se esse efeito está relacionado com a habilidade de se ligar aos receptores de insulina é de “importância significativa nos âmbitos nutricional e farmacológico”, diz Chu.

Chu testou a habilidade do café de proteger neurônios, pelo menos in vitro, e descobriu que tratamento tanto com a semente crua quanto torrada, protege as células contra o stress oxidativo induzido pelo peróxido de hidrogênio. O café torrado teve um desempenho bem melhor na proteção das células em comparação À semente crua, talvez porque tenha 30 vezes mais atividade antioxidante lipofílica. A equipe de Chu, que incluiu pesquisadores da Universidade Nacional Yang-Ming em Taiwan, sugeriu que antioxidantes lipofílicos, tais como lactonas de ácido clorogênico são a chave para o efeito neuroprotetor aparente do café, possivelmente porque o cérebro é rico em lipídeos. Chu salienta que é necessário mais trabalho para identificar “a chave neuroprotetora bioativa do café”.

A Equipe de Chu também estudou os efeitos anti-inflamatórios do café na células  no laboratório. Os principais componentes supostamente anti-inflamatórios são os ácidos clorogênicos, diz ele. Ainda assim, em experimento com ACG puros, Chu foi incapaz de alcançar os mesmos efeitos do café. “O composto puro não tem a mesma capacidade de inibição inflamatória do que o café, então nós propomos que existe uma matriz de efeitos onde componentes do café trabalham juntos para gerar os benefícios.” Diz Chu.

Cafeína na Corrente Sanguínea

A cafeína é conhecida por melhorar a memória e a velocidade com que nossos cérebros processam as informações. Ele se liga aos mesmo receptores que a adenosina, um composto que gera o sono, dentre outras coisas. Cafeína é um antagonista não seletivo em receptores de adenosina A1 e A2A no coração do cérebro, tendo o efeito oposto ao da adenosina e produzindo um efeito estimulante.

Consumo de Café Moderado faz bem a saúde

Consumo moderado de café pode trazer benefícios significantes, mas o consumo excessivo deve ser evitado.

Existe também uma sugestão de que a cafeína possa, talvez, trazer benefícios aos que sofrem de Alzheimer. A teoria é de que, bloqueando os receptores A2A enfraquece o dano causado pelo beta-amiloide, o peptídeo que acumula no cérebro com Alzheimer. Dando cafeína a ratos modificados geneticamente para sofrerem desse mal limitou os níveis de beta-amiloide e aumentou os níveis de adenosina. Estudos em humanos ainda não mostraram ligações fortes entre a cafeína e o Alzheimer, contudo, análise de dados Finlandeses em 1409 pessoas por 21 anos liderado por Marjo Eskelinen na Universidade de Kupoio, Finlândia, sugere que quem bebe de 3 a 5 xícaras de café por dia teve uma risco bastante reduzido de desenvolver mal de Alzheimer.

O estudo Finlandês não foi, de maneira alguma, o único a sugerir que a cafeína pode ajudar a parar com o declínio da atividade cerebral com a velhice. No “Estudo das Três Cidades”, realizado nas cidades francesas de Bordeaux, Dijon e Montpellier entre 1999 e 2001, mais de 9000 pessoas com mais de 65 anos foram questionados sobre o seu consumo de chá e café e tiveram sua capacidade mental testada com testes padrões. Quando uma equipe de pesquisadores liderada por Karen Ritchie na Universidade de Montpellier analisou os dados, sugeriu que existia uma “relação significante” entre o consumo maior de cafeína em mulheres com menos perda de capacidade cognitiva. Curiosamente, não foi encontrada a mesma relação entre cafeína e diminuição cognitiva nos homens. Mas não há motivo para preocupação – uma equipe liderada por pesquisadores no Instituto nacional de Saúde Pública e Meio Ambiente em Bilthoven, na Holanda, sugere que “consumir café reduz o declínio cognitivo em homens idosos” baseado em uma análise de dados de um estudo de 10 anos dos homens da Finlândia, Itália e Holanda.

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