Curiosidades

10 Pesquisas Científicas Bizarras

Pessoal, peço desculpas pelos horários dos meus últimos posts, não tenho conseguido manter um horário fixo devido a diversos problemas, estou aproveitando esse feriado para resolver problemas pessoais, portanto pode acontecer esse tipo de coisa, mas eu prometo que vai ter post todo dia seguindo o cronograma. Obrigado pelas visitas e boa leitura!

Quando os astrofísicos usam a fórmula da lei da gravitação universal descoberta por Isaac Newton, eles conseguem calcular com precisão onde um determinado planeta estará em uma determinada hora em um determinado dia.

Assim como as leis de Newton, outras fórmulas físicas, químicas e matemáticas, desenvolvidas em teorias científicas testadas e comprovadas ao longo dos séculos, funcionam no mundo real e têm permitido ao homem colocar satélites em órbita, construir pontes e criar compostos químicos, entre outras coisas.

Há, no entanto, teorias científicas que são de difícil comprovação prática e capazes de fazer nossos cérebros derreterem ao tentar compreendê-las. Muitas delas assemelham-se mais a um roteiro de ficção científica do que a algo que possamos acreditar que exista de verdade. Nas próximas páginas, descubra quais são as dez teorias científicas mais estranhas já criadas neste mundo.

Teoria do Big Bang

Ela é uma das teorias mais aceitas atualmente para explicar a origem e a natureza do universo, principalmente por que muitas de suas explicações puderam ser comprovadas em observações e medições espaciais. Ainda assim, ela é cheia de ideias malucas para a nossa compreensão, como a de que tempo e espaço provavelmente não existiam antes do Big Bang – baseada na concepção de que tempo e espaço estão ligados, proposta na Teoria da Relatividade de Einstein -, de que não há um centro no universo e de que não é possível ainda saber se o universo está se expandindo dentro de alguma outra coisa ou se não há nada além de suas fronteiras. Ela é uma teoria tão polêmica que até mesmo os cientistas que crêem piamente nela têm divergências quanto aos seus resultados. Exemplo disso é a idade do universo que ela possibilitou prever. Antes de chegarem a um consenso de que o universo deve ter 13,7 bilhões de anos, com uma margem de erro de uns 200 milhões de anos para mais ou menos, os cálculos feitos ao longo do século 20 baseados na Teoria do Big Bang apontaram resultados que variaram de 2 bilhões a 20 bilhões de anos para a idade do cosmo.

Teoria do Caos

Ela diz que muito dos fenômenos que imaginamos acontecer aleatoriamente são na verdade previsíveis. Só que sua previsão é tão complexa que dificilmente é precisa e duradoura. Entendeu? Significa algo como: é possível prever, mas bem pouco provável que acertaremos na previsão. Mesmo com essa pessimista perspectiva, os cientistas têm aplicado a Teoria do Caos em várias áreas, com destaque para o estudo dos fenômenos climáticos. Para representar a fragilidade das previsões oriundas da Teoria do Caos criou-se a imagem de que o bater de asas de uma borboleta na China pode provocar um furacão nos Estados Unidos. Isto por que segundo essa teoria um evento aparentemente insignificante pode ter consequências imprevisíveis, uma vez que o resultado final é determinado por ações interligadas de forma extremamente complexa e aparentemente aleatória. A alegoria do “efeito borboleta” tenta ilustrar que o caos está justamente entre os fenômenos regulares e os aleatórios. Assim, há uma conexão entre eventos passados e futuros, mas ela não é forte o suficiente para garantir uma previsibilidade de longo prazo.

Teoria do Mundo Pequeno

Toda vez que você usa a expressão “mas que mundo pequeno!” está na verdade comprovando na prática uma das mais esquisitas ideias científicas de todos os tempos. A Teoria do Mundo Pequeno, ou dos seis graus de separação, diz basicamente que para conhecer qualquer indivíduo em qualquer parte do mundo – do Dalai Lama a Miss Universo – é necessário, no máximo, estabelecer uma rede de contatos com seis pessoas. Assim, segundo essa teoria não é nada surpreendente o fato de você conhecer por acaso alguém e descobrir que ele é um amigo ou parente de algum outro conhecido seu. Portanto, aquilo que você sempre imaginou ser uma incrível coincidência, não é. A Teoria do Mundo Pequeno já foi testada de várias formas, de modelos matemáticos a experimentações de psicologia social. Uma das aplicações mais importantes dessa teoria está na área de saúde, pois graças a ela é possível identificar pessoas muito conectadas e potenciais disseminadoras de uma determinada doença, evitando-se o surgimento de pandemias.

Teoria das Supercordas

Qual é a partícula fundamental da composição do universo? Os gregos antigos imaginaram um elemento indivisível que chamaram de átomo. Mais tarde descobrimos que os átomos são compostos por partículas subatômicas e depois que estas também são compostas por outros elementos menores ainda. Essas descobertas de que o indivisível era divisível seguiram até que a Teoria das Supercordas propôs que as partículas que compõem o Universo teriam a forma de cordas vibrantes e que cada vibração estabeleceria as características de uma determinada partícula. Segundo o astrofísico Stephen Hawking, as diferentes oscilações de uma corda dão origem a diferentes massas e cargas de força, que são interpretadas como partículas fundamentais. A Teoria das Supercordas levou os cientistas a imaginarem que o antigo sonho de Einstein de unificar todas as teorias estava agora ao alcance deles. Saiba mais na próxima página

Teoria de Tudo

Após desenvolver suas teorias da relatividade e bagunçar toda a geometria euclidiana com a introdução de novas dimensões as até então três conhecidas, Albert Einsten passou a buscar uma união das teorias físicas em um único conjunto de equações. Ele almejava uma teoria da unificação geral, ou uma Teoria de Tudo, que na época significava unir a relatividade com o eletromagnetismo. Com a descoberta das forças que agem dentro do átomo e a teoria quântica, a busca pela Teoria de Tudo ficou mais complicada ainda, mas vários cientistas continuaram a persegui-la. Quando surgiu, a Teoria das Supercordas foi considerada durante algum tempo como a teoria fundamental do universo. Mas para ela dar conta de explicar todos os componentes da natureza em uma única teoria era necessário considerar que o universo tivesse dez ou 11 dimensões, isto é, seis ou sete dimensões a mais daquelas que conseguimos vivenciar no nosso espaço-tempo. E onde estariam essas dimensões? Segundo os cientistas, nós não as notamos pois elas estariam enroladas em si mesmas, como tubinhos bem pequeninos. Dá para imaginar?

Antimatéria

A antimatéria é o que move a Entreprise, nave comandada pelo capitão Kirk em “Star Trek”, a uma velocidade suficiente para atingir a dobra espacial e saltar de um ponto a outro do universo. Mas se você pensa que ela existe somente em ficção científica está enganado. O físico britânico Paul Dirac resolveu em 1928 dar uma revisadinha na famosa equação E=mc2 e concluiu que Einstein “esqueceu” um detalhe. Segundo Dirac, Einstein considerou que a massa, o “m” na equação, era sempre positiva. Para o físico britânico, no entanto, o “m” poderia ter propriedades negativas também. Ao reescrever a equação, Dirac a definiu como: E = + ou – mc2. A conclusão dele era que deveríamos considerar a existência de antipartículas no nosso universo. E o que seriam essas antipartículas? Nada mais do que o espelho da matéria normal. Cada antipartícula tem a mesma massa que a original mas com carga elétrica inversa. Desde então, vários experimentos têm provado a existência dessa antimatéria, com a descoberta dos posítrons, elétrons com caga positiva, e dos antiprótons, prótons com carga negativa. O contato da antimatéria com a matéria resulta numa explosão que emite radiação pura.

Princípio da Incerteza

As descobertas da teoria da relatividade e do mundo quântico alimentaram nossa imaginação com viagens no tempo, universos paralelos e a existência de muitos mundos. Uma das fontes dessas ideias é o Princípio da Incerteza de Heisenberg. Na década de 20, o físico alemão Werner Heisenberg formulou a ideia de que nos experimentos quânticos quanto mais tentamos medir a posição exata de um quanta menos conseguimos medir a sua velocidade e vice-versa. Isso porque, segundo Heisenberg, no mundo quântico é inevitável que a observação de seus fenômenos influencie o estado e a velocidade das pequenas partículas que o habitam. Assim o mundo quântico seria probabilístico, pois a cada tentativa de observá-lo afetamos ou a velocidade ou a posição de suas partículas. Isso faz com que haja uma incerteza em relação ao que se está observando. Por conta disso, boa parte das explicações sobre a mecânica quântica vêm de experimentos mentais criados pelos cientistas, baseados nas observações reais em nível quântico, mas levando em consideração o Princípio de Incerteza de Heisenberg.

Interpretação de Copenhague

Provavelmente você acredita que a cadeira em que está sentado continuará a se “comportar” da mesma forma quando você não estiver por perto a observando. Mas pode ser que isso não aconteça em outras situações. Segundo alguns cientistas, as partículas no universo quântico comportam-se dependendo do observador. E isso é explicado pelo que eles chamam de Interpretação de Copenhague. Segundo o físico Niels Bohr, um dos mais importantes cientistas de todos os tempos, uma partícula quântica não existe em um estado ou outro, mas em todos os seus possíveis estados ao mesmo tempo. Somente quando a observamos é que ela decide em que estado se apresentará, probabilisticamente (lembre-se do Princípio da Incerteza de Heisenberg). O fato dela poder se apresentar diferente a cada vez, por conta dos fatores envolvidos na observação, explica porque as partículas quânticas têm um comportamento irregular. Se pudesse ser aplicada a coisas bem maiores, a Interpretação de Copenhague significaria que, enquanto você não está observando, os móveis da sua sala podem estar fazendo a maior festa ou estarem simplesmente imóveis, tudo ao mesmo tempo.

Teoria dos Muitos Mudos

A Teoria dos Muitos Mundos é o oposto da Interpretação de Copenhague. Ela afirma que, para cada possível resultado de uma ação, o mundo se divide em uma cópia de si mesmo. Se você aperta um revólver carregado contra a própria cabeça há duas possibilidades: o revólver dispara e você morre ou ele falha, não dispara e você vive. Segundo a teoria, ao apertar o gatilho o universo imediatamente se divide em dois, em um deles você morre, porque o revólver disparou, e no outro você continua vivinho, porque a arma falhou. A Teoria dos Muitos Mundos está relacionada com a ideia de universos paralelos e pode ser a chave para explicar o que acontece naquela estranha ilha do seriado “Lost”. Para muitos, no universo quântico as partículas mudariam de “comportamento” em função de nossa observação. Para os adeptos da Teoria dos Muitos Mundos, na verdade, essa impressão vem do fato de estarmos observando apenas um dos vários universos possíveis em que aquela partícula existe.

Teoria do Princípio Antrópico

Enquanto a Teoria do Big Bang mostrou a nossa insignificância perante o cosmo, a ideia do Princípio Antrópico tenta justamente provar o oposto. Basicamente ela diz que tudo que existe no universo existe por uma única razão: possibilitar a nossa existência. Provavelmente nem Alexandre, o Grande, conseguiu ser tão megalomaníaco quanto os cientistas que desenvolveram essa hipótese. Para eles, desde o Big Bang até o universo quântico, tudo conspira intencionalmente para um único fim: a existência do ser humano. De acordo com o Princípio Antrópico o homem é o centro e a razão de ser do universo. Seus defensores acreditam na hipótese de que os valores de determinadas constantes no cosmo não são simples coincidência. Um dos componentes dessa teoria é a ideia de que o nosso universo é apenas um dos muitos que existiriam em algo bem maior chamado de “multiverso”, um lugar formado por vários universos. Em alguns desses universos poderia estar acontecendo alguma espécie de evolução darwiniana que culminaria também com o surgimento da vida. Desacreditada no começo do século 20 por soar mais como teologia do que ciência, a ideia de que o universo foi feito sob medida para o homem tem ganhado a adesão de importantes cientistas nas últimas décadas. Acredite se quiser.

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