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Controle sua casa apenas com o pensamento

As interfaces dos computadores com o cérebro se encontram com tecnologia inteligente para a casa e jogos virtuais

Eletroencefalógrafos conectados à cabeça de uma pessoa.Dois amigos se encontram em um bar no ambiente online do Second Life para conversar sobre seus últimos tweets e programas de TV favoritos. Nada de extraordinário nisso – exceto que ambos sofrem da doença de Lou Gehrig, também conhecida como esclerose lateral amiotrópica, o que os deixa completamente paralisados, podendo apenas mover os olhos.

Esses “Second Lifers” são apenas dois das mais de 50 pessoas severamente incapacitadas que tem testado uma nova interface cérebro-comutador (ICC) sofisticada. O Second Life já tem sido controlado usando ICCs antes, mas apenas em um nível muito rudimentar. A nova interface, desenvolvida pela empresa de engenharia médica G Tec de Schiedlberg, Austria, permitindo que os usuários explorem o mundo virtual do Second Life livremente e controlem seu avatar.

Essa tecnologia pode ser utilizada para dar às pessoas controle sobre o ambiente da vida real também: abrindo e fechando portas, controlando a televisão, luzes, termostato e intercomunicador, atender o telefone, ou até mesmo publicar posts no Twitter.

O sistema foi desenvolvido como uma parte de um projeto Pan-Europeu chamado de Casa Inteligente para Todos e é a primeira vez que a tecnologia mais atual de ICC está sendo combinada com a tecnologia de casa inteligente e jogos online. Ele usa plugs eletroencefalógrafos (EEG) para receber sinais, os quais são traduzidos em comandos que são retransmitidas a controladores na casa, ou para navegar e comunicar dentro do Second Life e Twitter.

No passado, um dos problemas com os ICCs tem sido sua confiabilidade, e eles tendiam a ser limitados no número de funções que podem ser controladas ao mesmo tempo, diz John Gan do grupo de ICC na Universidade de Essex, Reino Unido. Como a maioria dos sistemas de ICC, a interface da G. Tec explora um aumento involuntário de um sinal cerebral chamado de P300 que ocorre em resposta a um evento inesperado.

Para ativar o comando, o usuário foca sua atenção no ícone correspondente na tela, como “acender a luz”, enquanto os plugs EEG registram o P300 deles. Os ícones são iluminados aleatóriamente, um por vez, e é possível dizer qual ícone eles estão olhando fazendo uma correlação de um pulo no P300 com o momento em que aquele ícone pisca, diz Guenter Edlinger, CEO da G. Tec. Ele vai apresentar o sistema na Conferencia Internacional sobre a Interação do Humano com os Computadores em Orlando, Florida, esse mês.

O sistema da G. Tec funciona melhor, conforme mais funções são inseridas. Isso porque, quando existem mais ícones na tela, torna-se uma surpresa maior quando o ícone alvo pisca, criando uma resposta maior do P300. Mais de 40 ícones podem ser apresentados no mesmo momento e submenus possibilitam a adição de mais opções.

O sistema da G. Tec está sendo testado no Hospital da Fundação Santa Lúcia em Roma, Itália. “ICCs são, definitivamente, começando a fazer a transição para fora do laboratório”, diz Ricardo Chavarriaga, um pesquisador de ICC no Instituto Federal Suíço de Tecnologia em Lausanne.

A G. Tec diz que está trabalhando em incluir controle para cadeira de rodas como uma função, para possibilitar que os usuários tenham mobilidade. ” O objetivo é que eles possam começar a tomar suas próprias decisões”, Diz Edlinger.

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