Humor

[Humor] Prêmio Ig Nobel

O Ig Nobel é uma celebração anual que acontece no teatro de Harvard que premia pesquisadores com o intuito de, primeiro, fazer as pessoas rirem e, depois fazê-las pensar. Os prêmios têm a intenção de celebrar o incomum, honrar o imaginativo e estimular o interesse das pessoas pela ciência, medicina e tecnologia. Nesse ano de 2011 o evento ocorrerá no dia 29 de setembro no Teatro Sanders de Harvard. Hoje eu vou falar dos ganhadores de 2010. Eis a lista:

  • Engenharia: Karina Acevedo-Whitehouse e Agnes Rocha-Gosselin da Sociedade zoologia de Londres, Reino Unido e Diane Gendron of Instituto politécnico Nacional, Baja California Sur, Mexico, por ter aperfeiçoado o método de coleta de muco de baleia utilizando um helicóptero de controle remoto.
Referência: “A Novel Non-Invasive Tool for Disease Surveillance of Free-Ranging Whales and Its Relevance to Conservation Programs,” Karina Acevedo-Whitehouse, Agnes Rocha-Gosselin and Diane Gendron, Animal Conservation, vol. 13, no. 2, April 2010, pp. 217-25.
  • Medicina: Simon Rietveld da University of Amsterdam, e Ilja van Beest da Tilburg University, ambos da Holanda, por descobrir que sintomas da asma podem ser tratados com um passeio em uma montanha russa.
Referência: “Rollercoaster Asthma: When Positive Emotional Stress Interferes with Dyspnea Perception,” Simon Rietveld and Ilja van Beest, Behaviour Research and Therapy, vol. 45, 2006, pp. 977–87.
  • Planejamento de Transportes: Toshiyuki Nakagaki, Atsushi Tero, Seiji Takagi, Tetsu Saigusa, Kentaro Ito, Kenji Yumiki, Ryo Kobayashi do Japão, e Dan Bebber, Mark Frickerdo Reino Unido, pela utilização de fungos para determinar a melhor rota para trens.
Referência: “Rules for Biologically Inspired Adaptive Network Design,” Atsushi Tero, Seiji Takagi, Tetsu Saigusa, Kentaro Ito, Dan P. Bebber, Mark D. Fricker, Kenji Yumiki, Ryo Kobayashi, Toshiyuki Nakagaki, Science, Vol. 327. no. 5964, January 22, 2010, pp. 439-42.
  • Física: Lianne Parkin, Sheila Williams, and Patricia Priest da Universidade de Otago, Nova Zelândia, por demonstrar que, em superfícies congeladas, pessoas escorregam e caem menos se utilizaram meias por fora dos sapatos.
Referência: “Preventing Winter Falls: A Randomised Controlled Trial of a Novel Intervention,” Lianne Parkin, Sheila Williams, and Patricia Priest, New Zealand Medical Journal. vol. 122, no, 1298, July 3, 2009, pp. 31-8.
  • Paz: Richard Stephens, John Atkins e Andrew Kingston pela confirmação de que xingar durante momentos de extrema dor pode reduzir o sofrimento.
Referência: “Swearing as a Response to Pain,” Richard Stephens, John Atkins, and Andrew Kingston, Neuroreport, vol. 20 , no. 12, 2009, pp. 1056-60.
  • Saúde Pública: Manuel Barbeito, Charles Mathews e Larry Taylor por perceberem que mais micróbios fixam-se aos cientistas mais barbudos.
Referência: “Microbiological Laboratory Hazard of Bearded Men,” Manuel S. Barbeito, Charles T. Mathews, and Larry A. Taylor, Applied Microbiology, vol. 15, no. 4, July 1967, pp. 899–906.
  • Economia: Aos executivos e diretores dos bancos Goldman Sachs, AIG, Lehman Brothers e Bear Stearns, por criarem e divulgarem novos métodos de investimentos – modos de maximizarem os lucros minimizando os riscos para a economia mundial, ou parte dela.
  • Química: Eric Adams do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachussets), Scott Socolofsky da Universidade A&M no Texas, Stephen Masutani da Universidade do Avaí e a British Petroleum, por refutarem a antiga crença de que água e óleo não se misturam.
  • Administração: Alessandro Pluchino, Andrea Rapisarda, and Cesare Garofalo da Universidade de Catania, Itália, por demonstrarem, matematicamente, que as empresas se tornariam mais eficientes se promovessem pessoas aleatoriamente.
Referência: “The Peter Principle Revisited: A Computational Study,” Alessandro Pluchino, Andrea Rapisarda, and Cesare Garofalo, Physica A, vol. 389, no. 3, February 2010, pp. 467-72.
  • Biologia:  Libiao Zhang, Min Tan, Guangjian Zhu, Jianping Ye, Tiyu Hong, Shanyi Zhou e Shuyi Zhang da China, e Gareth Jones da Universidade de Bristol, Reino Unido, por documentarem cientificamente que morcegos fazem sexo oral.
Referência: “Fellatio by Fruit Bats Prolongs Copulation Time,” Min Tan, Gareth Jones, Guangjian Zhu, Jianping Ye, Tiyu Hong, Shanyi Zhou, Shuyi Zhang and Libiao Zhang, PLoS ONE, vol. 4, no. 10, e7595.
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