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[Especial] Lixo Eletrônico – Problemas e Soluções (Parte 2)

Olá pessoal! Hoje vamos continuar com o assunto abordado semana passada. Estamos falando sobre lixo eletrônico, um assunto pouco abordado pelos canais de notícias, porém devemos considerar de extrema importância, visto que os componentes eletrônicos estão cada dia mais presentes em nossa vida. Para quem não leu a primeira arte, eis o link: Parte 1. Abraços e boa leitura!

Países Lixão?

Uma reportagem publicada pelo canal de notícias G1 (Veja aqui) mostrou que, por incrível que pareça, já existem países que estão virando depósito de lixo para os países desenvolvidos, como Gana por exemplo, (é isso mesmo, estão exportando o lixo para não se posicionarem a respeito). Esse lixo, denunciado pelo Greenpeace, é composto de celulares, aparelhos de TV computadores, etc. Também foram identificados depósitos como esse na China, Índia e Nigéria. Esse lixo eletrônico, além de poluir o solo e os lençóis freáticos, também afeta crianças e adultos que trabalham nos lixões em busca de materiais para vender.

Isso é um absurdo, considerando que, conforme o Greenpeace, esse lixo vem de países como Alemanha, Suíça e Holanda, entre outros, países esses considerados “desenvolvidos”. Assim fica fácil para qualquer país passar a imagem de limpo e organizado, basta despejar todo o seu lixo em um lugar bem longe, preferencialmente outro país, assim deixa de ser problema seu.

Mas, enquanto os países desenvolvidos descarregam  seu lixo em outros países, no Brasil a coisa é mais embaixo. O lixo eletrônico brasileiro é levado direto aos nossos lixões, o que agrava muito os problemas de contaminação.

Iniciativas para minimizar ou sensibilizar as pessoas sobre o problema

Existem soluções, apesar dos problemas serem grandes. Empresas especializadas em montagem de computadores estão reaproveitando peças antigas para montar computadores e revender para setores que não necessitam de grande poder de processamento para atuar. Empresas pequenas ou no início de suas atividades também podem adquirir computadores reciclados. Mas a seguir cito algumas experiências interessantíssimas. A Itautec é um exemplo de como faturar com o e-lixo. No ano passado, ela faturou 195 mil reais com a comercialização de seus equipamentos obsoletos e material usado.

A SEBRAE está incentivando esse novo negócio com reciclagem de lixo eletrônico. Ela apresenta experiências de empresas com a reciclagem de artigos eletrônicos. Com a reciclagem de componentes de computadores e outros equipamentos obtêm-se materiais como fios de cobre, metais, vidros, plásticos, etc. que viram matérias primas para novos produtos na indústria. Um exemplo é o vidro dos monitores antigos que podem virar piso. Só que nem tudo é tão bonito quanto parece, enquanto existem incentivos e empresas interessadas em reciclar esses componentes, o Brasil peca, e muito, na estrutura de coleta deles. Segundo o SEBRAE, o principal motivo para isto é a falta de uma regulamentação por parte do governo que obrigue os fabricantes a coletarem o material e encaminharem para a reciclagem. Outro motivo apontado é a falta de divulgação dos serviços de reciclagem, bem como onde o usuário pode levar seu equipamento antigo para um correto descarte.

A CETESB (Companhia Estadual de Tecnologia de Saneamento Básico e de Defesa do Meio Ambiente) implantou o projeto TI-verde que visa diminuir o impacto ambiental proveniente dos equipamentos eletrônicos, tanto da própria instituição quanto de outras fontes. Através do credenciamento de empresas de reciclagem e emissão de licenças de instalação e operação, acompanhamento dos índices de reciclagem, balanços de quantidade de lixo, desenvolver campanhas de educação ambiental além de encaminhar seus próprios equipamentos obsoletos para operações internas para doação a instituições direcionadas para a inclusão digital. Além disto está previsto a criação de um índice de reciclagem que reflitam as quantidades de material reciclado com também os riscos associados aos elementos presentes em tais equipamentos. Outra possibilidade que está em estudo seria a parceria com outros órgãos como o Correios, onde os equipamentos usados poderiam ser entregues para depois serem encaminhados para os devidos locais de reciclagem ou doação.

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