Curiosidades

[Curiosidades] Estudos Sobre o Lado Negro do Ser Humano

Olá pessoal, é verdade, o Blog voltou!!! Agradeço a pessoas como o Armênio, Sandra e Erick, por me mostrarem o motivo de eu ter começado meu blog. Vou começar aos poucos, mas vou tentar continuar trazendo o melhor que eu encontrar por aqui. Desculpe a todos que ficaram esperando por postagens minhas, eu realmente perdi o ânimo esse ano, mas estou de volta!!!

O cérebro humano é, e sempre foi, um mistério para os cientistas, mas acho que eles não deveriam estudar tão profundamente a ponto de descobrir que muitas coisas que achamos erradas são, na verdade, inerentes ao comportamento humano.

Eu não estou me referindo a pessoas notadamente com algum distúrbio psicológico, tipo psicopatas, estou me referindo a pessoas normais, como você ou eu.

Hoje trago cinco estudos que mostram o que é a mente humana de verdade.

5. O Experimento de Conformidade de Asch (1953)

Conformidade - Marcha

Metodologia:

Solomon Asch, com o propósito de deprimir praticamente qualquer pessoa que lesses seus relatórios, conduziu uma série de estudos para documentar o poder da conformidade, ou seja, a capacidade do ser humano ser um maria vai com as outras.

O grupo de indivíduos foi informado de que estariam participando de um estudo sobre a visão. Figuras foram mostradas (vide exemplo abaixo) para eles e, individualmente, perguntavam coisas absurdamente simples. A pegadinha no estudo é que todos na sala, exceto o estudado, sabiam do estudo e foram instruídos a darem a resposta incorreta.

Experimento de Conformidade de Asch

Como você faria, seguiria cegamente a opinião dos outros, ou responderia corretamente?

Resultado:

Como você viu, não foi pedido para que desenvolvessem uma nave espacial, ou um tratado sobre a teoria da relatividade. Venhamos e convenhamos, é praticamente impossível errar, a não ser que você esteja bêbado, de costas, no escuro, tentando se livrar de um macaco albino batedor de carteiras. Infelizmente 32% das pessoas respondiam incorretamente se vissem outras 3 pessoas respondendo de forma errada.

Conclusão:

Agora imagine o quanto esse resultado de 32% pode aumentar quando a pergunta for mais complexa.
Não acredita nos resultados? Veja o vídeo (em inglês).

4. O Experimento do Bom Samaritano (1973)

Bom Samaritano

Metodologia:

Todos conhecemos a história do bom samaritano, é aquela pessoa que ajuda outra enquanto outros egoístas passam sem fazer nada conforme a bíblia. Os psicólogos John Darley e Daniel Batson, queriam saber se a religião tem algum efeito no comportamento altruísta.

Os indivíduos estudados eram seminaristas e foram divididos em dois grupos, um ia dar uma palestra sobre o Bom Samaritano e a outra metade falaria sobre propostas de emprego, a palestras seriam dadas em prédios adjacentes aos de onde estavam sendo conduzidos o estudo. A sacada do experimento é que os horários foram distribuídos de forma que alguns conseguiam ir andando calmamente enquanto outros teriam que correr para não se atrasar. No caminho para o prédio onde seriam realizadas as palestras eles passariam por uma pessoa jogada em um canto, obviamente precisando de ajuda.

Resultado:

As pessoas que iriam realizar a palestra sobre o Bom Samaritano não pararam com mais frequência do que as que falariam sobre empregos, ou seja, conhecer a religião não influenciou na bondade do ser humano. O que realmente influenciou foi a pressa em que estavam, quando pressionados, apenas 10% pararam para ajudar a pessoa.

Mas, pra ser honesto, alguém já viu um professor aceitar a desculpa “Mas, professor, eu parei para ajudar um necessitado.”?

Conclusão:

Sempre que precisar de ajuda se jogue em um parque e não em uma rua movimentada. Pessoas com pressa não tem tempo para ajudar você.
Você acha que esse caso é isolado, vejam essa notícia (em inglês). Vários motoristas desviam de uma mulher ensanguentada na rua, mas nenhum pára para ajudá-la.

3. O Experimento da Apatia do Espectador (1968)

Apatia do Espectador

Metodologia:

Quando uma mulher foi assassinada em 1964, jornais noticiaram que 38 pessoas haviam ouvido e visto o ataque, mas não fizeram nada. John Darley, o mesmo do anterior, e Bibb Latane queriam saber se o fato dessas pessoas estarem em um grupo grande teve alguma interferência no fato de não ajudarem.

Os psicólogos convidaram voluntários para participar em uma discussão. Eles disseram que, por ser uma discussão acalorada, os indivíduos seriam colocados em salas diferentes e se comunicariam através de um interfone.
Durante a conversa, um ator ia fingir um ataque que poderia ser ouvido pelo interfone.

Resultado:

Quando as pessoas achavam que eram as únicas a saber do ataque, 85% eram heróicas e saiam da sala para chamar ajuda. Quando o experimento era alterado e as pessoas achavam que havia mais 4 pessoas na discussão, somente 31% saia para chamar ajuda.

Conclusão:

A expressão “quanto mais melhor” tem que ser mudada para “quanto mais maior a chance de você morrer de um ataque”. Talvez a mulher da notícia anterior tivesse mais chance se estivesse numa rua deserta e só um motorista a visse.

2. O Experimento da Prisão de Stanford (1971)

Grades de Prisão

Metodologia:

O psicólogo Philip Zimbardo queria descobrir o quanto o cativeiro afeta autoridades e internos em uma prisão. Parece inocente, né? Sério… o que poderia sair errado?

Zimbardo transformou o porão do Departamento de Psicologia de Stanford em uma prisão de mentirinha. Os voluntários responderam a um anúncio no jornal e, depois de passar por um exame médico e de psicotécnico, foram divididos em 12 guardas e 12 presos. O própiro Zimbardo tomou o papel de Diretor do presídio. A simulação duraria 2 semanas. É… nada podia dar errado.

Resultado:

Demorou mais ou menos um dia para todos os voluntários ficarem completamente insanos. No segundo dia, os presos fizeram uma rebelião de mentirinha ao que os guardas responderam disparando extintores de incêndio sobre os rebeldes sem motivo.

A partir daí o negócio virou um inferno. Guardas começaram a forçar presos a dormir pelados no concreto, restringir idas ao banheiro, obrigá-los a limpar as privadas com as mãos etc.

O experimento chegou ao fim quando a namorada de Zimbardo, Christina Maslach, colocou um basta na loucura. Depois de apenas 6 dias, Zimbardo acabou com o experimento (muitos “guardas” ficaram bastante desapontados com isso).

Conclusão:

Já foi parado por um guarda que agiu como um idota? A ciência diz que, se os papéis fossem trocados, você faria a mesma coisa! Acontece que é o medo da repercussão que faz com que não torturemos outras pessoas. Dê poder absoluto e um cheque em branco a alguém e deixe o circo pegar fogo!

1. O Experimento de Milgram (1961)

Aparelho de Choques

Metodologia:

Quando a água bateu na bunda dos nazistas depois da guerra, a desculpa dos réus sempre rondava a idéia de “Eu não ser mau de verdade, eu estar só seguindo ordens”. Stanley Milgram, psicólogo de Yale, queria testar a disposição de indivíduos a obedecer uma figura de autoridade.

No experimento, voluntários tomavam o papel de professor passando um teste de memória a um aluno-ator, convenientemente colocado em outra sala. Cada vez que o “aluno” desse uma resposta errada, levava um choque do professor. Para garantir que o choque (de mentira, óbvio) era dado, havia uma pessoa de jaleco na sala junto com o professor. O choque começava em 45 volts e, a cada resposta errada, aumentava.

A cada choque, o ator gritava cada vez mais, implorando para que o professor parasse. Consegue adivinhar o que aconteceu?

Resultado:

Muitos voluntários sentiram-se incomodados depois de um certo ponto e questionaram o experimento, mas o homem de jaleco continuava a encorajá-los a dar o choque. A maioria continuou, aumentando a voltagem, dando choque atrás de choque, enquanto a vítima gritava.

Eventualmente, o ator começava a bater na parede que dividia as salas, falando que tinha problemas cardíacos. Depois de mais alguns choques, todo som da sala da vítima parava, indicando que tinha desmaiado ou morrido. Se você tivesse que chutar… qual porcentagem de pessoas continuaram a dar choques depois desse ponto? 5%? 10%?

Entre 61 e 66 por cento dos voluntários continuavam o experimento até atingir a voltagem máxima de 450 Volts, dando choques mesmo quando a vítima, teoricamente, tinha desmaiado ou subido no telhado. Resumindo, voluntários vão dar choques em desconhecidos desde que um cara de jaleco fale que está tudo bem.

Conclusão:

Você pode pensar que é um cara de cabeça feita, que não é de obedecer ordens e tal, mas, quando o assunto é sério, provavelmente você não vai enfrentar a autoridade por medo da autoridade empalar-lhe. E isso era um cara de jaleco, imagine alguém com um uniforme, ou um distintivo.

Charles Sheridan e Richard King levaram o experimento a um novo patamar substituindo o ator por um cão. De verdade, o cão e o choque. Quase 80% chegou à voltagem máxima. 8 em cada 10 pessoas torturariam um cachorro se um cara de jaleco mandasse.

 

E agora, você ainda acha que você é uma pessoa boa? Acho que está na hora de começarmos a ver o quão profundamente malvado nosso cérebro pode ser!

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